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NISSAN JUKE 1.6 DIG-T 4WD TEKNA PREMIUM
ESPÍRITO REBELDE

Equipado com motor 1.6 Turbo de injecção directa de gasolina com 190 cv (DIG-T), caixa CVT e tracção All Mode 4x4-i, o mais pequeno crossover da Nissan tem um espírito rebelde


Ao contrário das versões de tracção dianteira, que são produzidas em Sunderland, no Reino Unido, o Juke 1.6 DIG-T 4WD provém do Japão, mais concretamente da unidade fabril de Oppama. Custa em Portugal, na especificação Tekna Premium (a única que está, aliás, disponível), €27 450, estando a pintura metalizada e os bancos em pele à venda por €370 e €1200, respectivamente.

O estilo inconfundível do Juke, que é 20 cm mais curto do que o Qashqai, deve-se às cavas das rodas alargadas, à elevada linha de cintura, aos pneus (de medida 215/55R17) colocados nos limites físicos da carroçaria, à reduzida superfície vidrada e às três linhas de ópticas existentes: na primeira surgem os mínimos em forma de unha de felino; na segunda, inspirada nos carros de ralis do passado, estão os médios; na terceira, nas extremidades dos três buracos que caracterizam o pára-choques dianteiro, surgem os faróis de nevoeiro.

O habitáculo, que exibe uma qualidade de construção convincente e uma boa dotação em termos de equipamento, destaca-se essencialmente pelo design. Prova disso, chega-nos através do prolongamento da consola central (inspirado no depósito de combustível de uma moto) dos mostradores (semelhantes aos utilizados no motociclismo) e dos painéis das portas (cuja forma foi inspirada na barbatana dos mergulhadores).

A consola central encontra-se dividida entre as áreas “Climate” e “D Mode”, tendo cada uma delas o seu programa específico de iluminação. A área "D Mode" inclui um medidor de força g e um indicador de consumo, sendo ainda possível optar entre os modos “Normal”, “Sport” ou “Eco”, que altera a sensibilidade da direcção e a resposta do acelerador. O posto de condução correcto, o espaço interior limitado e a mala diminuta (apenas 207 litros, sendo 251 litros nas versões de tracção dianteira), completam o leque de características do interior.

Enquanto o explosivo Juke-R não vir a luz do dia, modelo ultra-exclusivo que está em fase de desenvolvimento e do qual serão produzidas apenas duas unidades (uma com volante à direita, outra com volante à esquerda), a versão 1.6 DIG-T 4WD é a mais desportiva e a mais emotiva da gama. E por ter tracção às quatro rodas, designada All Mode 4x4-i (a distribuição de binário é de 50% para cada eixo), o Juke 1.6 Turbo de injecção directa de gasolina com 190 cv apenas está disponível com caixa automática de variação contínua (XTronic CVT), que inclui um comando manual do tipo sequencial na alavanca, permitindo, assim, engrenar seis "velocidades".

Mas há mais: esta versão 1.6 DIG-T 4WD recorre aos préstimos de um sistema de vectorização de binário (TVS), que o desvia de uma roda traseira para a outra até um máximo de 100%, graças à adopção quer de acoplamentos eléctricos em ambas as extremidades do eixo posterior quer de uma nova transmissão final, o que implicou, também, que a suspensão posterior passasse a ser Multilink em vez de eixo rígido como nos Juke de tracção dianteira. O sistema de vectorização de binário é activado através de um botão localizado à esquerda do volante, incluindo ainda os modos 2WD ou 4WD. Quer isto dizer, que este Juke pode ser conduzido apenas com tracção dianteira, uma vez que, para dispor de tracção 4WD, o condutor terá de accionar o referido botão.

Faça sol ou faça chuva, a versão 1.6 DIG-T 4WD tem um desempenho dinâmico eficaz, preciso e divertido. Não prima propriamente pelo conforto, é um facto, mas também não havia alternativa. Com suspensão de afinação firme e jantes de 17"... As prestações são de bom nível, mas o ruído de funcionamento do motor, acentuado pelo facto de a caixa ser uma CVT, era dispensável, principalmente quando não se pretende adoptar um ritmo desportivo. Estabilidade, aderência e rebeldia não faltam ao mais "apitado" dos Juke.

A terminar, as prestações (anunciadas): 200 km/h de velocidade máxima; 8,4 segundos dos 0-100 km/h. Agora consumos e emissões de CO2: 6,0, 7,6 e 10,2 l/100 km em circuito extra-urbamo, combinado e urbano, respectivamente; 175 g/km. Resta referir que a versão 1.6 DIG-T Tekna Premium com caixa manual e tracção apenas dianteira custa menos €3300, ou seja, €24 150.


Bruno Castanheira

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